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Portugal e França coordenam posições sobre a reforma da Política Agrícola Comum da UE

04.02.13 | Notícias

A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e o seu homólogo francês afirmaram em Torres Vedras que estão a concertar pontos de vista comuns na discussão da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), e, entre eles, os apoios ao regadio.

De visita a uma central hortofrutícola em Torres Vedras, o Ministro francês, Stéphane Le Foll, disse que os dois países estão a concertar posições naquilo que são «pontos e interesses comuns» na discussão da reforma da PAC, dando como exemplo as necessidades de regadio e o orçamento que cabe aos dois países.

A Ministra Assunção Cristas afirmou que foram discutidas «questões específicas da nossa agricultura como a horticultura, a fruticultura, o apoio ao regadio e ao uso eficiente da água».

Ambos os países defendem a necessidade de continuar a haver fundos comunitários para apoiar o «desenvolvimento de uma agricultura produtiva, que responda em grande quantidade e que, ao mesmo tempo, se preocupe com as questões ambientais».

Assunção Cristas acrescentou que «os fundos são fundamentais para apoiar projetos com inovação e modernidade, que contribuam para o aumento das exportações e para a diminuição das importações».

Os dois Ministros da Agricultura visitaram a central hortofrutícola da empresa Primores do Oeste, em Torres Vedras.

Assunção Cristas deu a conhecer ao seu homólogo francês um «bom exemplo da aplicação de fundos comunitários» e um exemplo de organização que aposta na modernização e na competitividade.

A cenntral hortofrutícola, que produz tomate, alface, pepino, curgete, feijão-verde e morango, está a investir 10 milhões de euros num projeto através do qual vai ser possível ter 23 hectares de estufas aquecidas a gás para produzir hortícolas nos períodos do ano em que são escassos em Portugal. Ao mesmo tempo, vai produzir energia e gás para vender.

A empresa agrupa 110 agricultores, que vendem a fornecedores grossistas nos leilões diários que aí são realizados.

O agrupamento de produtores tem um volume de negócios de 12,5 milhões de euros, sendo metade faturado nos mercados externos.

A sua área de influência estende-se pelos concelhos de Mafra, Torres Vedras, Lourinhã, Peniche e Alenquer, com uma área de 150 hectares de culturas protegidas e de 240 hectares de culturas em ar livre.

No concelho de Torres Vedras existem 400 hectares de produção hortícola, setor que movimenta anualmente 250 milhões de euros na região Oeste.